Somos estrangeiros Nossa casa não é aqui Esse mundo não é nosso país Somos forasteiros, somos viajantes Nossa pátria é bem mais feliz
Esta bela canção de Gerson Borges cai como luva para aqueles momentos de indagações sobre este mundo em que vivemos. Quando vemos tanta coisa ruim que acontece ao nosso redor, coisas que estão fora do alcance de nossas mãos, o nosso consolo é pensar que esse mundo vai passar e voltaremos para nossa ‘pátria’. E lá? Ah.. lá não haverá distinção de classes, nem dor ou sofrimento, nem angústia ou tristeza. Lá não haverá injustiça, preconceito, intolerância, decepção,..
Mas por enquanto cabe a nós estarmos aqui e, aqui, fazermos o nosso melhor.
Esta foto que fiz em Praia Formosa/Aracruz, me lembrou algo que escrevi 2 anos atrás, ao passar pela orla de Camburi. Após alguns ajustes, resolvi compartilhar aqui também =)
LINDA LUA
Da penumbra de dia e noite em amálgama
Se revela imponente lua a reluzir sobre águas
Enriquecendo a pintura de ondas que se lançam
A embarcações atracadas, que em disritmia dançam.
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Linda lua, nua de vaidade
Embelezando o céu da cidade
Inspira em si profundo silêncio
Acalenta o coração intenso
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A penumbra se vai deixando apenas trevas
Que ante a lua iluminada se acanham, se entrevam
Estrelas brilham mais e mais apaixonadas
Pinceladas de charme e beleza ao cenário
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Linda lua, nua de vaidade
Embelezando o céu da cidade
Embebeda todo sentimento
Lá no mar de pensamentos
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Finde lua o que atiçaste nesses corações Mostre quem é que foi que te abriu os portões Que deram-te passagem a esse lindo céu Desconforme-se de viver ao léu . Responda lua: quem é teu criador? De quem é a mão que te moldou? Tal obra o acaso não pode assinar Seja, lua, a prova a todo que a olhar
Um Deus carinhoso.
Certa vez, em uma pregação de retiro, uma amiga usou Oséias 2.14 em sua mensagem.
“Portanto, agora vou atraí-la; vou levá-la para o deserto e vou falar-lhe com carinho”
Desde então este versículo está encrustado em mim e vez ou outra paro para reanalisar a essência contida nele e na história que o envolve (leia o livro de Oséias e perceba a analogia do agir de Deus com a vida deste profeta).
Vejo ali um Deus que vai direto ao ponto, sem maquiar a verdade. Ele deixa claro que vai nos levar a um lugar que é penoso e desconfortável, mas que isso tem um propósito.
O deserto é um lugar que causa incômodo. Remete a uma série de necessidades e contratempos, mas mais importante que isso é saber que estar lá significa estar desligado de um mundo exterior e com os olhos e ouvidos inclinados ao que o Senhor tem a nos mostrar e dizer.
Mas pra mim a grande surpresa deste trecho é quando Ele diz que, ali mesmo no deserto, vai nos falar com CARINHO. Caracas! Quer dizer que a gente O sacaneia o tempo todo, ignora seus conselhos e mandamentos, age conforme nossa vontade humana e, mesmo assim, Ele não vai nos dar um esporro e jogar na nossa cara os nossos vacilos? Não! Ele vai nos falar com carinho!
Será que é isso mesmo que temos merecido? Será que estamos lutando o suficiente para não precisarmos passar pelo deserto para ouvi-Lo?
Que Ele nos ajude a manter o foco nas coisas boas que nos mantém longe do deserto e, se lá o Senhor precisar nos levar, que saibamos ouvir e compreender sua carinhosa mensagem.
A Mão do Rei
Ultimamente tenho assistido um seriado chamado “Game of Thrones”. A história ali narrada mostra o governo de 7 reinos pelo Rei Robert. Este escolhe para si um representante direto, que é apresentado ao povo como ‘A Mão’, responsável por realizar e direcionar tudo que à cabeça do seu senhor vier. Excessões só se fazem necessárias no caso de situações mais importantes, onde o detentor da coroa precisa mostrar o seu poder ao povo e, sendo assim, ‘põe a mão na massa’ para o que tiver que ser feito.
Fotografia feita na região de Macacos - MG, na pousada em que fiquei durante o Som do Céu 2011.







